
O Bahia deve entender o seguinte: fui, mas já não sou.
Colocar os pés no chão, sacudir a poeira e recomeçar.
Chegar aos porões do futebol brasileiro, após longa e tortuosa jornada de declínio, é conseqüência da não percepção das mudanças ocorridas no mundo futebolístico. Ou pior, duma tentativa ignóbil, por parte dos dirigentes e conselheiros complacentes, em manterem-se no comando do clube, em prol das benesses de tal posição e à custa do sucateamento do patrimônio e do futebol tricolor.
Apenas a torcida evoluiu nesses últimos (quase) 20 anos. Deu inúmeras provas de lealdade nos momentos mais difíceis e vergonhosos da história do clube e, por “direito” e dever, passou a exigir mudanças na forma de conduzir a nau azul, vermelha e branca.
Planejamento, seriedade e democratização são as bases para o reerguimento do Bahia.
Alguma mudança parece acontecer.
Lentamente os Cardeais dão sinal de amadurecimento.
O que os tricolores esperam, porém, é que não seja mais um paliativo, mais um “pano quente” ou mesmo uma “injeção de sossega” a fim de ludibriar a nação.
Queremos mudanças verdadeiras!
Não podemos perder mais tempo, nem ficar (sempre) a um passo do Vitória.
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Publicado no A TARDE Esporte Clube / Megafone. Segunda-feira, 17 de setembro de 2007.