12 agosto, 2010

O sopro do vento


Firmou os pés e subiu na balaustrada apoiando as pernas na haste superior do parapeito. Braços abertos, peito pra fora, cabeça erguida pendendo levemente para trás, olhos fechados e respiração ofegante, profunda.
O vento soprou com força, "vamos lá, entregue-se, relaxe, estou segurando você, sinta!"
[Ainda] não foi desta vez que escutou o vento...

10 agosto, 2010

Dira

Dira doida,
doida gira,
gira Dira.
Dira gira,
gira doida,
doida Dira!