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24 outubro, 2007

"O velho veio sentar-se ao meu lado."

Jeniffer é a garota do telhado: | Subindo no Telhado |

Ela mandou, pediu e implorou para seguirmos... [se não a brincadeira acaba, ôh cabeça!]


...os passos:

1. pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);

2. abrir na página 161;

3. procurar a 5ª frase completa;

4. postar essa frase em seu blog;

5. não escolher a melhor frase nem o melhor livro;

6. repassar para outros 5 blogs.


A minha frase foi:

“O velho veio sentar-se ao meu lado.”

O Dia do Curinga de Jostein Gaarder


Os 5 blogs indicados:

Marcele Neves | Priscila Rodrigues | Jéssica Brandão | Fagner Abreu | Ricardinho

22 outubro, 2007

Em trânsito com a realidade

Fazer o quê? Decidir arriscar pode trazer conseqüências nefastas.
Temer algo ruim e indesejado e, mesmo assim, seguir em frente não traz maiores problemas. Você poderia estar enganado. Agora, pressentir tais acontecimentos... continuar após um mau presságio
certamente trará problemas.

O amor não enche barriga. Ele não vai te salvar. É melhor recuar, caso contrário você irá se envolver e será envolvido. Pense nas tuas experiências anteriores. O que dizem pra ti?
Escutem-nas!

Eu me chamo Rosa. Sou bela, cheirosa e macia.
Meu sobrenome é Anhagá e meu caule possui espinhos. Cuidado!!!

Toda rosa tem espinhos, mas nem todo espinho protege uma rosa. Com qual lado gostaria de lidar?
Basta contrariar minha vontade, negar-me o prazer ou não arcar com as "futilidades"...

Sou Rosa Anhagá, 30 anos, e digo: - Queiram-me e tratem-me como rosa, pois se não a coisa fica ruim. Sou a própria "coisa ruim" e meu nome não deixa mentir.


Continuarei por aqui, em trânsito com o mundo de vocês...

Rosa Anhagá
--,--'-,-'--<<@


20 outubro, 2007

Dor de CaBeÇa

Vinho, Cerveja, Cachaça.
E a cabeça dói que racha.

18 outubro, 2007

Quero sentir o amor...

Vejam como Elomar nos "fala", descreve a sensação... na música Seresta Sertaneza.

Percebam, sintam, transcendam!

Nos raios de luz de um beijo puro
me estremeço e eis-me a navegar
por cerúleas regiões
onde ao avaro e ao impuro não é dado entrar

tresloucado cavaleiro andante
a vasculhar espaços
de extintos ceus
num confronto derradeiro
vencí prometeu, anjo do mal
o mais cruel
acusador de meus irmãos

nestes mundos dissipados
magas entidades dotam o corpo meu
de poderes encantados
mágicos sentidos
na razão dos ceus

pois fundir o espaço e o tempo
vencer as tentações rasteiras
do instinto animal
só é dado a quem vê no amor
o único portal

através de infindas sendas
vias estelares um cordel de luz
trago atado ao umbigo ainda
pois não transmudei-me ao reino dos cristais

apois Deus acorrentou os sábios
na prisão escura das tres dimensões
e escravisados desde então
a serviço dos maus
vivem a mentir
vivem a enganar
a iludir os corações

visitante das estrelas
hóspede celeste visões ancestrais
me torturam pois ao tê-las
quebra o encanto e torno ao mundo de meus pais

À minha origem planetária
enfrentar a mansão da morte
do pranto e da dor
donzela fecha esta janela
e não me tentes mais
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02 outubro, 2007

Triste constatação

Um dia, sonhei ser completo pois...

“Minha flor desabrochou

Quando no jardim encontrou
A mais bela das flores
Que me fez crescer
E perder o medo de ver
O mundo cheio de cores

Juntou seu perfume co’meu
E melhor presente me deu
O fruto do nosso amor
Uma flor tão pequena,
Bela como um poema
Que poeta sabe compor.”

Noutro, acordei em fragmentos...


“o amor é um grande laço

um passo pr'uma armadilha”

“E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu”

“E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira...
Morto”

...desde então, tento juntar os cacos...

“Cuidar do pé de milho que
demora na semente..."

"...um grão de pé de guerra
pra colher dente por dente”

“Conta pra pagar, a vida é o mesmo beabá
um desalento nato”

“o resto é medo
crise em cada canto
quem já não vinha com tanto
sequer sobrou pro gasto”

“o amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio”

“e eu não vi o meu amor...”

“Quem tem amor ausente já viveu a minha dor”

“e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus braços. . .”

“Quem tem amor ausente já viveu a minha dor”

... e aí descobri...

“...a traição me enfeitiçou.”


“A correnteza do rio vai levando aquela flor
e a fruta que era madura a correnteza levou...a correnteza levou...a correnteza levou”

“Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor”

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Textos: recortes e colagens de trechos das músicas de Djavan, com excessão do primeiro poema. Este é a primeira parte do poema "Pidido di Casamento" de minha autoria.

01 outubro, 2007

Bocarra, se ligue!

A forma alarmista com que certas pessoas utilizam os canais (ou estações) da imprensa pode gerar confusão no dimensionamento dos acontecimentos, por tratar indícios como se fossem fatos.
Amparado por manuais de jornalismo e a uma inquietude constante que não me deixa calar, ponho-me a refletir. "Fato é a coisa feita, verificada e observada. Para que sirvam de provas, eles têm de ser acuradamente observados. Fato não é indício. Indícios expressam somente probabilidades ou possibilidades"[1]. Colocar a bocarra na mídia para expor situações, amparadas em pronunciamentos de quaisquer profissionais, sem a devida preocupação de averiguá-las mais a fundo é, no mínimo, um descompromisso com a ética jornalística e com a natureza da verdadeira informação. A imparcialidade é mito, mas o compromisso público de informar com responsabilidade, livre de pretensões pessoais ou interesses organizacionais, não deveria ser.
Os jornalistas deveriam a todo instante, pensar maduramente acerca do seu papel como intermediários no processo de construção das notícias.

No tocante ao Bahia, e em resposta a esse(s) profissional(is), é notório a falta de estrutura, profissionalismo e compromisso com o clube. Conseqüências muito mais relacionadas ao grupo decisório do que a comissão técnica ou mesmo os jogadores, meros reflexos das atitudes desse "Bando de Pássaros". Bando este que parou no tempo e não entende a grandeza do Bahia. Não sabe, ou não quer admitir, que o Bahia extrapolou suas pretensões imediatistas. O Bahia mexe com o sentimento de muitos, entra na vida e influencia o comportamento das pessoas. Por isso, não cabe mais a pequenez centralizadora de suas ações. Cardeais, voais!!!
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[1] Othon M. Garcia apud Coimbra, 1993: pp. 13-14
Imagem retirada da internet: http://farm2.static.flickr.com/1075/526585744_4337aad30c.jpg

14 setembro, 2007

Involução e reerguimento


O Bahia deve entender o seguinte: fui, mas já não sou.
Colocar os pés no chão, sacudir a poeira e recomeçar.

Chegar aos porões do futebol brasileiro, após longa e tortuosa jornada de declínio, é conseqüência da não percepção das mudanças ocorridas no mundo futebolístico. Ou pior, duma tentativa ignóbil, por parte dos dirigentes e conselheiros complacentes, em manterem-se no comando do clube, em prol das benesses de tal posição e à custa do sucateamento do patrimônio e do futebol tricolor.

Apenas a torcida evoluiu nesses últimos (quase) 20 anos. Deu inúmeras provas de lealdade nos momentos mais difíceis e vergonhosos da história do clube e, por “direito” e dever, passou a exigir mudanças na forma de conduzir a nau azul, vermelha e branca.

Planejamento, seriedade e democratização são as bases para o reerguimento do Bahia.

Alguma mudança parece acontecer.
Lentamente os Cardeais dão sinal de amadurecimento.
O que os tricolores esperam, porém, é que não seja mais um paliativo, mais um “pano quente” ou mesmo uma “injeção de sossega” a fim de ludibriar a nação.

Queremos mudanças verdadeiras!

Não podemos perder mais tempo, nem ficar (sempre) a um passo do Vitória.
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Publicado no A TARDE Esporte Clube / Megafone. Segunda-feira, 17 de setembro de 2007.

05 setembro, 2007

O Bar

Vasculhando uns textos do meu velho pai (sim ele escreve) descobri...

O Bar, é o Bar ! ...
Não, o Bar não é somente Bar!
É profusão de sons,
e de cores
e de cheiros
e de gostos!
O Bar é um encontro dos anônimos,
dos sinônimos
e dos antônimos!

O Bar é a sinfônica do acaso,
um caso único de sintonia de luzes,
fumaças, goles, vozes,
tristezas, delírios, aplausos!
O Bar é um caleidoscópio
de vida urbana!
Pedaços de idéias,
pedaços de doutrinas,
pedaços de filosofia
pedaços de consciência.
Imanência, transcendência!

O Bar é um fragmento
e ao mesmo tempo um todo!
O silêncio dos deprimidos,
o alarido dos eufóricos.
A louçania da vida,
a introjeção do sofrer!
Um saco! Um balão!
O Bar é solo, espaço,
subterrâneo, atmosfera,
sufoco e respiração.
Agonia, exaltação!
entranhas e erupação.
É magma, é lava!
É quente, é frio.
É poeira das estrelas,
é profundeza da Terra.
Há tanta gente no Bar ...
Há tanto Bar na gente ! ...


... tenho ido pouco ao Bar.
Cada vez mais, o Bar vem menos a mim
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Poema: O Bar de Ernane Gusmão
Imagem: http://hervethibault.free.fr/galeries/bars/aquarelle_sanguine_bar.jpg

29 agosto, 2007

Turma do Barulho


Dia do pais 2007.
A Turma do barulho reuniu-se em mais um domingo para jogar o velho "baba".
Após a pelada, feijoada e cerveja para comemorar.
Acordar às 5h, todos os domingos para jogar bola, só com uma turma boa dessas... uma turma do barulho!!!!!

Em pé: Lago, Marquinhos, Edcilvio, Otto, Domingos, Eu, Opá, Fernando, Sérgio, Juthay, Nilson (Careca), Arthur, Silvan, Jura, Ari, Anselmo e Sauro. Agachados: Fábio, Paulinho, Dado, Lucas (Fifo), Val, Vítor, Valdir, Edgar e Allan. Faltaram: Reina, Antônio José, Josa, Ivo, Everaldo, ...

06 agosto, 2007

(Ser) Curinga

Cabisbaixo, caminhava pensativo...
...a vida errante, a família se dissolvendo e os amigos, distantes.
Procurava uma resposta, algum sinal
em meio ao turbilhão de pensamentos invasores. Ia ao âmago, em busca da causa dessa angústia consumidora e depressiva. Trespassava os portais[1] e, mesmo assim, não encontrava solução. As idéias, outrora visitantes, sumiram. Quase pisava numa carta enquanto andava em direção a um portal. Porém, antes de adentrá-lo, as cartas do baralho de Frode[2] ascenderam na memória. Um lampejo surgido no giro do tufão mental. Parou! Pensou. Uma carta esquecida e perdida, do jeito como se sentia. Voltou vacilante para apanhá-la. Só pode ser um curinga, desejou...

Um baralho possui 52 cartas (13 por naipe) mais um curinga. O curinga é carta fora do baralho, não pertence a nenhum naipe e na maioria dos jogos é descartado, não faz falta.

Virando-a recebeu uma descarga de satisfação e alívio. Um homenzinho com chapéu e roupas coloridas, cheio de guizos. Sentava-se na concavidade da lua crescente e olhava através de um binóculo. Era um curinga!
Segurando-o firme, atravessou o portal. Do outro lado, caminhava sem parar de olhá-lo. Seria apenas mais uma carta para a maioria das pessoas, menos para ele.
Um tipo de “bobo da corte” sentado na lua e olhando além, com um binóculo, não poderia ser uma mera cartinha. Cada baralho possui o seu curinga. É uma carta única e diferente de todas as outras, é ímpar! Parece não pertencer a nenhum naipe, mas pertence à todos.
É um ser diferenciado. Enxerga aquilo que os outros não vêem, com distanciamento, amplitude e profundidade. Questiona sobre a razão de sua existência, do lugar onde vive e das relações sociais. A busca pelo conhecimento é constante, não cessa.

Ele quer ser curinga. Ele é um curinga. Essa foi a resposta, o sinal (geralmente)...
“... pouco percebido pelas mentes não sintonizadas com o processo universal da interrelação nos movimentos quânticos, dentro da inquietação vibrante do Cosmo.”[3]

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[1] Espécie de passagem para outra dimensão onde a pessoa se sente livre das impurezas, avarezas e opressão presentes na sociedade. Essa dimensão é qualquer lugar onde a pessoa se sinta verdadeiramente bem e despreendido. Esquece dos problemas, encontra soluções e tem idéias boas e criativas.
[2] Personagem de Jostein Gaarder em O dia do curinga. Leia o livro e saiba mais.
[3] Gusmão, Ernane N.A. Sincronicidade e acasualidade – uma visão holística da vida. In: URSA MAIOR: ensaios. Salvador:_____, 2004. p.51.

30 julho, 2007

'Segredos'

A pureza de alguns momentos
nos revela 'segredos' tão belos
que dá vontade de vivê-los
intensamente...
...sempre.
Descobrindo aquilo que move as pessoas
e surpreendendo-se com a descoberta, pois
de certa forma, também somos impulsionados
por isso.

09 abril, 2007

Preciso de $$$

"Ei você aí / me dá um dinheiro aí / me dá um dinheiro aí /..."

Preciso comprar o mundo,

frear esse desumano

consumo.

05 abril, 2007

Frase do dia

Sss - Sss - Sss - Sss

"Uma sucessão de insucessos que se sucederam sucessivamente."

[Raimundo Varela (intencionalmente) comentando sobre os governos da Bahia, enquanto tirava R$105, do bolso do paletó, e entregava à uma senhora para comprar remédio.]

Amigo

Amigo...
Feliz é aquele que tem.

Amiga também!

03 abril, 2007

Picolino no TCA

O Circo Picolino [Escola Picolino de Artes do Circo] fará apresentação no palco principal do Teatro Castro Alves - TCA. O espetáculo cenascotidianas@circ.pic integra o projeto "Domingo no TCA" e retrata o dia-a-dia de uma escola de circo numa metrópole. Reúne música, dança, teatro, técnicas circenses e poesia. Liberado para todas as idades, e com ingressos custando R$1,00, é uma ótima oportunidade para ir e levar quem nunca foi ao teatro, domingo, 15/04, às 10h.

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Teatro Castro Alves – TCA Praça Dois de Julho, s/n – Campo Grande Tel.: 3339.8000 ______________________________________________________________________________