“Minha flor desabrochou
Quando no jardim encontrou
A mais bela das flores
Que me fez crescer
E perder o medo de ver
O mundo cheio de cores
Juntou seu perfume co’meu
E melhor presente me deu
O fruto do nosso amor
Uma flor tão pequena,
Bela como um poema
Que poeta sabe compor.”
Noutro, acordei em fragmentos...
“o amor é um grande laço
um passo pr'uma armadilha”
“E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu”
“E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira...
Morto”
...desde então, tento juntar os cacos...
“Cuidar do pé de milho que
demora na semente..."
"...um grão de pé de guerra
pra colher dente por dente”
“Conta pra pagar, a vida é o mesmo beabá
um desalento nato”
“o resto é medo
crise em cada canto
quem já não vinha com tanto
sequer sobrou pro gasto”
“o amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio”
“e eu não vi o meu amor...”
“Quem tem amor ausente já viveu a minha dor”
“e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus braços. . .”
“Quem tem amor ausente já viveu a minha dor”
... e aí descobri...
“...a traição me enfeitiçou.”
“A correnteza do rio vai levando aquela flor
e a fruta que era madura a correnteza levou...a correnteza levou...a correnteza levou”
“Valei-me, Deus!
É o fim do nosso amor”
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Textos: recortes e colagens de trechos das músicas de Djavan, com excessão do primeiro poema. Este é a primeira parte do poema "Pidido di Casamento" de minha autoria.