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31 outubro, 2007

Soneto do Amor Eterno

:: [risos] ::

Não aguentei esperar, procurei, procurei, achei e vou pôr no blog. Estou pondo na verdade. Quero apenas informar que na última estrofe a palavra entre parênteses é (que tive), porém, tomei a liberdade [licenciosidade poética] de mudá-la para que terei. Espero não fazer o poeta se revirar seja lá onde esteja, pois procuro a chama infinita... e expresso-me através de suas palavras.

Soneto do amor eterno
[Vinicius de Moraes]

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.

Quero vive-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que terei):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.