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23 junho, 2009

Recomendação inteligente!

Recomendado para todos aqueles que querem conviver bem com o melhor amigo.
O livro do Alexandre Rossi traz informações muito úteis.
Compreender o comportamento do cachorro torna o adestramento e a convivência bem mais facéis. Seu melhor amigo agradecerá. Tenho o livro há muito tempo e aprendo a cada dia.
PS.: Fiz uma nova amizade. Um border collie que atende por Luque, branco com uma capa preta, altamente inteligente. Começo a acreditar que o cachorro sou eu e penso a todo instante que a minha fox terrier pêlo de arame é uma "porta". Brincadeira, claro, mas o fato é que Luque começa a dar sinais de compreensão dos comandos bem rapidamente. Coisas simples como um "senta" ou "a pata" ele tira de letra. Até hoje fico para Mine (a fox)... "a pata", "a pata", "a patinha nenega", "a paaaaata", "MINE, A PATA"... e nada! Também pudera. De acordo com Santley Cohen, autor do livro A inteligência dos cães, os border collies ocupam o primeiro lugar, enquanto o fox terrier pêlo de arame aparece na 51ª posição. Isso quer dizer que enquanto Luque mostra os primeiros sinais de entendimento a partir da 5ª repetição, Mine, precisa de algo em torno de 25 a 40 repetições para dar os primeiros sinais de compreensão do comando.
Bom, os dois são grandes amigos e companheiros. E Mine, ao contrário do que possa parecer, também é muito inteligente. Depois posto alguma foto.

07 junho, 2009

Sobre as pessoas...

Pior do que o mal educado é o "maleducado".

29 maio, 2009

cogito, ergo non sum

Oh, mundo veloz, antítese da experiência. Se não lhe cabe "por quês", apague minha consciência.

Pensar paralisa...

14 maio, 2009

Uma bolha fluida para nos preservar e proteger

"Carregamos um pequeno território conosco, uma gleba protegida que nos circunda..., e pela qual os outros não podem passar sem permissão... Aproxime-se demais e as pessoas se sentirão desconfortáveis." (Nancy Etcoff, A lei do mais belo. p.59.)
É preciso sensibilidade¹ para penetrá-la!

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1- Faculdade de sentir; sentimento²
2- Faculdade de conhecer, perceber, apreciar; percepção, noção, senso.

09 maio, 2009

Uma inocente bolinha...

Acordei cedo, tomei banho e desci para tomar café-da-manhã.  Coloquei os sanduíches para assar, a água do café para ferver e fui buscar o jornal. Cruzei com Mine. Ela estava muito estranha. Andava devagar e tremia muito. Pensei ser o frio, mas era uma tremedeira maior que qualquer frio poderia provocar. Além disso, ela não estaria daquele jeito, como se tivesse levado uma surra, cabisbaixa. Caso fosse mesmo frio o mais normal seria ela ficar na cama dela toda encolhidinha. Vi um rastro de vômito. Circulei pela casa e encontrei o sofá todo vomitado de sangue e o chão sujo por uma diarréia fora do normal. Puta queo pariu é bola! Deram bola para minha cadela! Filho da puta sem pai nem mãe... Escroto! Ladrão descarado e covarde.

Levei-a ao veterinário. Agora ela está fora de risco. Ainda está baqueada, mas melhorou bastante. Pensei no pior. É difícil um cachorro escapar desse tipo de armadilha. Veneno e vidro podem deixar seqüelas graves no animal, que inocentemente abocanha um pedaço de carne. 

Força Mine!!! Quero ver você latindo muito, partindo para cima dos cachorros com o quádruplo do seu tamanho, pulando o muro (com grampo e tudo) para ir pro telhado do vizinho, correndo pela areia da praia, deitando na primeira poça de água que aparecer, brigando com todos os gatos que cruzar seu caminho, parando ao meu lado enquanto divago e reflito sobre as coisas... 

05 maio, 2009

Elasticidade limitada

Estica-se a noitada, estica-se o horário do trabalho, estica-se até o sono e a preguiça, mas cadê que alguém consegue esticar a semana?...

24 abril, 2009

SANGR4DOURO: CAMINHOS CRUZADOS

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O show "Caminhos Cruzados" retrata os encontros e desencontros do amor através de pérolas da música popular brasileira, da música portuguesa e da música argentina.

A poesia de Pablo Neruda é o fio condutor desse reportório arranjado para vozes, violão, violino, flauta, violoncelo e percurssão. A sonoridade resultante da combinação das vozes e dos instrumentos acústicos, além da percurssão finamente incorporada, consegue ser clássica, popular e muito brasileira.
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Patrícia Hita - voz
Ilma Nascimento - Violoncelo e voz
Uibitu Smetak - violino e flauta
Maurício Azevedo - violão e voz
Raul Pitanga (convidado) - percurssão
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Dias 24 e 25 de abril às 20h
Espaço Cultural Raul Seixas
Sindicato dos Bancários
Av. Sete de Setembro, 1001 - Mercês
INGRESSOS: r$5,00

13 abril, 2009

Amores vem e vão...

Ontem, cem amores. Hoje, sem amor.

O porco e o tempo ou o tempo e o porco


As quatro cercas foram colocadas e o porco, constantemente alimentado, acostumou-se ao lugar tranquilo, protegido e com muita sombra.
O tempo passou, o sol e as intempéries não o incomodavam, e as artimanhas da "caçada", da busca por água e comida, ficaram completamente esquecidas.

O porco tem tudo para viver, pobre porco...

O tempo passou e aquele que o alimentava desapareceu. O porco não compreende, apenas sente... a fome, a sede...
Terá agora que lutar pela própria sobrevivência, buscar comida e água, buscar abrigo... um lugar nesta impiedosa selva.

Lobos sedentos rondam o cercado. 

As cercas, apodrecidas pelo tempo, estão prestes a cair e o...
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/.\
\./
'.'...tempo passou...,
' '
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/.\
.'....o tempo passa!

04 abril, 2009

Estou twittando

Acesse http://twitter.com/guigofg para visitar a minha página e aproveite para fazer seu cadastro pelo endereço http://twitter.com

03 abril, 2009

Internet vigiada?

"O Ministério da Justiça, pressionado por setores da Polícia Federal aliados ao Senador Eduardo Azeredo (agora presidente da Comissão de Relações Internacionais do Senado), quer apresentar uma proposta para "melhorar" o projeto Substitutivo de crimes na rede (de autoria da equipe do Azeredo). A proposta do Ministério da Justiça de fato retira uma quantidade enorme de absurdos e imprecisões do Substitutivo do Senador Azeredo, mas mantém elementos inaceitáveis e introduz novidades obscuras, tais como a tentativa de criminalizar "provedores de conteúdo" que não tenham condições de vigiar seus usuários. A seguir uma breve crítica a proposta do MJ: 


1- Precisamos definir uma lei com os direitos dos cidadãos na comunicação em redes digitais. A violação dos direitos essenciais definidos nesta lei é que deve ser considerada prática criminosa.

2- Devemos exigir o direito de navegar sem termos nosso rastro digital controlado pelas corporações, pelos criminosos e pelos Estados autoritários. Armazenar dados da nossa navegação por mais de seis meses deve ser considerado crime. O projeto de salvação do Substitutivo do Azeredo faz exatamente o contrário. 
...

4- Para impedir o crime de invasão bastaria escrever que seria considerada prática criminosa "invadir servidores de rede e computadores sem autorização de seu responsável". Mas a comunidade da vigilância, coordenada pela equipe do Senador Azeredo, quer deixar a porta aberta para interpretações mais amplas. Continua inaceitável o artigo 285-A.
...

8- O mais contraditório e lamentável é que os telecentros, as redes abertas mantidas pelo Poder Público estão fora dessas regras (até porque inviabilizaria todos estes projetos de inclusão digital). Veja o Art. 6º. Repare que as lan houses, pessoas jurídicas privadas, terão que pedir o RG e o nome dos pais do usuário, mas a rede aberta de Copacabana, não. Diria um observador mais atento que isso será derrubado pelo Supremo. O que será derrubado? A não aplicação da lei aos projetos de inclusão digital, pois não existe essa de dizer que crime só é cometido através de pessoas jurídicas privadas. Equivale a dizer que "violar o código penal é crime, menos nos programas de inclusão digital". Pegadinha de mau gosto.
..."

Leia mais no blogue do Sérgio Amadeu, aqui.

15 março, 2009

Perder-se também é um caminho(?)

- Você precisa se perder para se encontrar.
- Sim, as crises costumam nos trazer soluções, mostrar saídas, mudar conceitos e atitudes.
- Pois é, mas eu quero é me perder, mas me perder para nunca mais me achar. Encontrar-se é bobagem...
- Calma aí. Encontrar-se, descobrir-se... como jogar esse jogo sem conhecer as regras, sem saber sua função?...
- ...
- Encontrar-se é descobrir aquilo que lhe enleva, para em êxtase, perder-se por inteiro...
- ...
- Queria ouvi-lo dizer sobre a importância do “se perder” e a bobagem do “se encontrar”.
- ...

- Hein?
- Aurélio define "perder" como, dentre tantas outras coisas, "(Bras. Pop.) Entregar-se à prostituição; cair na vida."
- Humm? Então o caminho é "entregar-se a prostituição"? Prostituir-se?
- É sim, "cair na vida"! Prostituição, por extensão, pode ser entendida como uma vida desregrada, ou seja, uma vida sem aquilo que lhe regule, dirija, reja ou governe...
- Uma vida livre dessa, dessa... ideologia definidora dos papéis sociais e coisa e tal?...
- ... uma vida pautada na experiência e apartada do conformismo...
- Hummmm... olhando assim dá até vontade de ser puta.
- Seja!
- Mas puta é um termo chulo, que traz impregnado todo um lixo social, tudo o que não presta.
- Puta, retorcendo o Aurélio, é uma mulher devassa... uma pessoa devassa pode ser uma pessoa que inquire e indaga, penetra na essência, invade e descobre.
- Uau!
- Basta olharmos com outros olhos, que não o daqueles que querem olhar por nós, para perceber que nada é o que parece ser.
- ...
- Inconforme-se! "Perder-se também é um caminho"!
- Agora estou começando a querer entender.
- "Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".
- Ok, rendo-me. Como você se rendeu.
- "Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei".

27 fevereiro, 2009

Significado e outras coisas

"Dou valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam."
Gabriel Garcia Marques

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Muito boa essa frase do Garcia Marques. Já tinha sido apresentado ao seu conteúdo de outra forma, bastante curiosa.

Papai sempre gostou de animais: Cavalos, cachorros e passarinhos eram seus preferidos. Teve tudo que é tipo de passarinho, criou algumas raças de cavalo e várias de cachorro. Fox Terrier e Pointer Inglês, são sem sombra de dúvidas, as preferidas dele. O Pointer foi muito usado para caçar perdiz, antes de esta prática ser proibida no Brasil, por isso ele ficou conhecido como "O Cão Perdigueiro" ou, simplesmente, "Perdigueiro". Caçador de rara beleza é um verdadeiro espetáculo assistir ao cachorro campear buscando a caça; o pointer estica o corpo e endurece a cauda apontando a perdiz acuada, uma cena belíssima! Após o tiro, ele pega a perdiz e a leva ao dono intacta (descontando o estrago do tiro é claro). Papai caçou muito. Nunca foi bom caçador. Tiro só em alvo estático, parado. Tio Nabil, seu companheiro em algumas caçadas, acertava duas perdizes no mesmo levantar de vôo, com os dois únicos tiros de sua espingarda e com as aves indo para lados opostos. Ele dificilmente desperdiçava um tiro. Papai, ao contrário, espantava as perdizes com o estouro dos cartuchos.

Por que ele gostava (e ia) tanto caçar? Pelo prazer da coisa, pelo prazer de ver o cão perdigueiro... pelo significado daquilo para ele. Era muito mais prazeroso apreciar o cão caçando (e uma boa desculpa hein velhão?!).

Abaixo, transcrevo as palavras e o poema dele, presentes em seu livro – Ursa Maior: Versos e apontamentos (1989, p.110-111).

O CÃO PERDIGUEIRO
Ao amigo Luiz Sampaio, que conseguiu a proeza de bem caçar, sem perder a sensibilidade da alma.

Há poucas visões no mundo quanto um cão perdigueiro a campear. Disposição, sensibilidade e predestinação parecem resumir o quadro dinâmico a que se assiste. É tão gratificante à alma contemplar o talento e a acuidade desse incomparável animal, tanta emoção aflora nesse momento, tremulando o coração, fazendo fibrilar nervos e músculos, que não se pode imaginar, no mesmo homem que o acompanha e segue, virtudes ambíguas de sensibilidade d'alma e bom caçador. Ou por outra, ou bem se caça ou bem se aprecia. A emoção de assisti-lo, nunca me permitiu ser um bom caçador.

Quem assistiu, de um perdigueiro a gana,
O afã de ao cheiro descobrir a caça,
Terá decerto admirado a raça
Que das entranhas desse cão emana.

Não há intruso, que ao sabujo faça,
Perder a rota, que a perdiz encana.
E quando estaca, e a cauda abana,
Amarra a peça, sem fazer negaça.

Por um momento, preza e cão se fitam...
Num frenesi os corações se agitam,
O caçador espera o levantar...

E qual delírio de vulcão que troa,
Explode o tiro, que bem longe ecoa...
Saudando o instinto desse cão sem par!

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• O CÃO PERDIGUEIRO (Ernane N.A. Gusmão).

• Imagens aumentadas após um clique com o mouse.

19 fevereiro, 2009

"Há tempo pra tudo. Há um tempo para tudo."
Guigo FG.

17 fevereiro, 2009

Buscar-se

Que reservas para mim
ciclo, da vida, sem fim,
sincrônica e enigmática?
A observância requerida, ou
a incerteza descabida,
dum sopro de vida errática?

Caminhos mil, encontrei,
vários portais trespassei,
tentativa desvendar...
Onde se esconde a resposta,
aquela força suposta,
o enlevo de se encontrar.
[Guigo FG.]