23 junho, 2009
Recomendação inteligente!
07 junho, 2009
29 maio, 2009
cogito, ergo non sum
14 maio, 2009
Uma bolha fluida para nos preservar e proteger
09 maio, 2009
Uma inocente bolinha...
Acordei cedo, tomei banho e desci para tomar café-da-manhã. Coloquei os sanduíches para assar, a água do café para ferver e fui buscar o jornal. Cruzei com Mine. Ela estava muito estranha. Andava devagar e tremia muito. Pensei ser o frio, mas era uma tremedeira maior que qualquer frio poderia provocar. Além disso, ela não estaria daquele jeito, como se tivesse levado uma surra, cabisbaixa. Caso fosse mesmo frio o mais normal seria ela ficar na cama dela toda encolhidinha. Vi um rastro de vômito. Circulei pela casa e encontrei o sofá todo vomitado de sangue e o chão sujo por uma diarréia fora do normal. Puta queo pariu é bola! Deram bola para minha cadela! Filho da puta sem pai nem mãe... Escroto! Ladrão descarado e covarde.
Força Mine!!! Quero ver você latindo muito, partindo para cima dos cachorros com o quádruplo do seu tamanho, pulando o muro (com grampo e tudo) para ir pro telhado do vizinho, correndo pela areia da praia, deitando na primeira poça de água que aparecer, brigando com todos os gatos que cruzar seu caminho, parando ao meu lado enquanto divago e reflito sobre as coisas...
05 maio, 2009
Elasticidade limitada
24 abril, 2009
SANGR4DOURO: CAMINHOS CRUZADOS
A poesia de Pablo Neruda é o fio condutor desse reportório arranjado para vozes, violão, violino, flauta, violoncelo e percurssão. A sonoridade resultante da combinação das vozes e dos instrumentos acústicos, além da percurssão finamente incorporada, consegue ser clássica, popular e muito brasileira.
Patrícia Hita - voz
Ilma Nascimento - Violoncelo e voz
Uibitu Smetak - violino e flauta
Maurício Azevedo - violão e voz
Raul Pitanga (convidado) - percurssão
Espaço Cultural Raul Seixas
Sindicato dos Bancários
Av. Sete de Setembro, 1001 - Mercês
13 abril, 2009
O porco e o tempo ou o tempo e o porco

\./
\./
04 abril, 2009
Estou twittando
03 abril, 2009
Internet vigiada?
15 março, 2009
Perder-se também é um caminho(?)
- Sim, as crises costumam nos trazer soluções, mostrar saídas, mudar conceitos e atitudes.
- Pois é, mas eu quero é me perder, mas me perder para nunca mais me achar. Encontrar-se é bobagem...
- Calma aí. Encontrar-se, descobrir-se... como jogar esse jogo sem conhecer as regras, sem saber sua função?...
- ...
- Encontrar-se é descobrir aquilo que lhe enleva, para em êxtase, perder-se por inteiro...
- ...
- Queria ouvi-lo dizer sobre a importância do “se perder” e a bobagem do “se encontrar”.
- ...
- Hein?
- Aurélio define "perder" como, dentre tantas outras coisas, "(Bras. Pop.) Entregar-se à prostituição; cair na vida."
- Humm? Então o caminho é "entregar-se a prostituição"? Prostituir-se?
- É sim, "cair na vida"! Prostituição, por extensão, pode ser entendida como uma vida desregrada, ou seja, uma vida sem aquilo que lhe regule, dirija, reja ou governe...
- Uma vida livre dessa, dessa... ideologia definidora dos papéis sociais e coisa e tal?...
- ... uma vida pautada na experiência e apartada do conformismo...
- Hummmm... olhando assim dá até vontade de ser puta.
- Seja!
- Mas puta é um termo chulo, que traz impregnado todo um lixo social, tudo o que não presta.
- Puta, retorcendo o Aurélio, é uma mulher devassa... uma pessoa devassa pode ser uma pessoa que inquire e indaga, penetra na essência, invade e descobre.
- Uau!
- Basta olharmos com outros olhos, que não o daqueles que querem olhar por nós, para perceber que nada é o que parece ser.
- ...
- Inconforme-se! "Perder-se também é um caminho"!
- Agora estou começando a querer entender.
- "Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".
- Ok, rendo-me. Como você se rendeu.
- "Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei".
27 fevereiro, 2009
Significado e outras coisas
"Dou valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam."
Gabriel Garcia Marques____________________________________
Muito boa essa frase do Garcia Marques. Já tinha sido apresentado ao seu conteúdo de outra forma, bastante curiosa.
Papai sempre gostou de animais: Cavalos, cachorros e passarinhos eram seus preferidos. Teve tudo que é tipo de passarinho, criou algumas raças de cavalo e várias de cachorro. Fox Terrier e Pointer Inglês, são sem sombra de dúvidas, as preferidas dele. O Pointer foi muito usado para caçar perdiz, antes de esta prática ser proibida no Brasil, por isso ele ficou conhecido como "O Cão Perdigueiro" ou, simplesmente, "Perdigueiro".Caçador de rara beleza é um verdadeiro espetáculo assistir ao cachorro campear buscando a caça; o pointer estica o corpo e endurece a cauda apontando a perdiz acuada, uma cena belíssima! Após o tiro, ele pega a perdiz e a leva ao dono intacta (descontando o estrago do tiro é claro). Papai caçou muito. Nunca foi bom caçador. Tiro só em alvo estático, parado. Tio Nabil, seu companheiro em algumas caçadas, acertava duas perdizes no mesmo levantar de vôo, com os dois únicos tiros de sua espingarda e com as aves indo para lados opostos. Ele dificilmente desperdiçava um tiro. Papai, ao contrário, espantava as perdizes com o estouro dos cartuchos.
Por que ele gostava (e ia) tanto caçar? Pelo prazer da coisa, pelo prazer de ver o cão perdigueiro... pelo significado daquilo para ele. Era muito mais prazeroso apreciar o cão caçando (e uma boa desculpa hein velhão?!).
Abaixo, transcrevo as palavras e o poema dele, presentes em seu livro – Ursa Maior: Versos e apontamentos (1989, p.110-111).O CÃO PERDIGUEIRO
Ao amigo Luiz Sampaio, que conseguiu a proeza de bem caçar, sem perder a sensibilidade da alma.
Há poucas visões no mundo quanto um cão perdigueiro a campear. Disposição, sensibilidade e predestinação parecem resumir o quadro dinâmico a que se assiste. É tão gratificante à alma contemplar o talento e a acuidade desse incomparável animal, tanta emoção aflora nesse momento, tremulando o coração, fazendo fibrilar nervos e músculos, que não se pode imaginar, no mesmo homem que o acompanha e segue, virtudes ambíguas de sensibilidade d'alma e bom caçador. Ou por outra, ou bem se caça ou bem se aprecia. A emoção de assisti-lo, nunca me permitiu ser um bom caçador.
Quem assistiu, de um perdigueiro a gana,
O afã de ao cheiro descobrir a caça,
Terá decerto admirado a raça
Que das entranhas desse cão emana.
Não há intruso, que ao sabujo faça,
Perder a rota, que a perdiz encana.
E quando estaca, e a cauda abana,
Amarra a peça, sem fazer negaça.
Por um momento, preza e cão se fitam...
Num frenesi os corações se agitam,
O caçador espera o levantar...
E qual delírio de vulcão que troa,
Explode o tiro, que bem longe ecoa...
Saudando o instinto desse cão sem par!____________________________________
• O CÃO PERDIGUEIRO (Ernane N.A. Gusmão).
• Imagens aumentadas após um clique com o mouse.
19 fevereiro, 2009
17 fevereiro, 2009
Buscar-se
ciclo, da vida, sem fim,
sincrônica e enigmática?
A observância requerida, ou
a incerteza descabida,
dum sopro de vida errática?
Caminhos mil, encontrei,
vários portais trespassei,
tentativa desvendar...
Onde se esconde a resposta,
aquela força suposta,
o enlevo de se encontrar.

