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12 fevereiro, 2007

Por que escolhi jornalismo?

[Agosto, 2006]

O diploma nunca foi por si só, um fator motivador que me guiasse rumo à conclusão de um curso superior. Se assim o fosse, poderia estar formado há alguns anos em Medicina Veterinária ou Turismo.

Buscava algo que me proporcionasse prazer e satisfação, na busca das respostas aos questionamentos e dúvidas que trago comigo. Ao mesmo tempo, queria poder vislumbrar-me como profissional em determinado ambiente de trabalho. O jornalismo encaixou-se perfeitamente. Foi a principio uma escolha estratégica e pragmática.

Em 2003, “o ano da retomada”, estava desacreditado. Minha filha veio ao mundo no ano anterior de forma inesperada e meu currículo ostentava dois cursos universitários abandonados. Uma silenciosa pressão pairava no ar e convergia sobre mim. Os cursos de fotografia e editoração me deram pequenos trabalhos, que serviam como alívio, ‘válvula de escape’, em alguns momentos. Era preciso repensar, reprogramar minha vida. Os recentes conhecimentos em Astronomia traziam-me uma nova forma de ver, de estar e de sentir o mundo. As cortinas estavam se abrindo, começava a perceber a amplitude da vida. As ciências humanas estavam me achando.

No ano seguinte, 2004, ingressava na Faculdade Hélio Rocha. Como não havia (há) um curso de Comunicação Social Geral decidi me habilitar em Produção Editorial, acreditando na capacidade deste de estimular a leitura e a escrita, duas coisas que acredito estarem incrustadas em mim. Os semestres foram passando e a certeza de estar na área certa (humanas) aumentava, ao passo que a habilitação escolhida começava a ficar pequena, limitada.

Foi assim que decidi me transferir para jornalismo, confiando neste para me trazer muito mais conhecimento e possibilidades profissionais, uma vez que é bem mais abrangente. É certo que não sou ainda nenhum leitor exemplar, muito menos escritor, mas, tenho certeza que sou muito mais do que ontem e serei mais amanhã.

[Fevereiro, 2007]

Curioso. Uma estranha, porém prazerosa, sensação, revela-me a cada dia, nos caminhos proporcionados pelo jornalismo..., “são estes os quais imaginastes seguir”.

Guigo FG.

17 outubro, 2006

A verdadeira dívida externa

Fala do cacique Guaicaipuro Cautémoc numa reunião com chefes de estado da comunidade européia.

“Eu, Guaicaipuro Cautémoc, descendente dos que povoaram a américa há 40 mil anos, vim aqui encontrar os que nos encontraram há apenas 500 anos.

O irmão advogado europeu me explica que aqui toda dívida deve ser paga, ainda que para isso se tenha que vender seres humanos ou países inteiros.
Pois bem! eu também tenho dívidas a cobrar.
Consta no arquivo das índias ocidentais que entre os anos de 1503 e 1660, chegaram à europa 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata vindos da minha terra!... teria sido um saque?
Não acredito. Seria pensar que os irmãos cristãos faltaram a seu sétimo mandamento.
Genocídio?... não.
Eu jamais pensaria que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão.
Espoliação?... seria o mesmo que dizer que o capitalismo deslanchou graças à inundação da Europa pelos metais preciosos arrancados de minha terra!
Vamos considerar que esse ouro e essa prata foram o primeiro de muitos empréstimos amigáveis que fizemos à Europa.
Achar que não foi isso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que me daria o direito de exigir a devolução dos metais e a cobrar indenização por danos e perdas.
Prefiro crer que nós, índios, fizemos um empréstimo a vocês, europeus.
Ao comemorar o quinto centenário desse empréstimo, perguntamo-nos se vocês usaram racional e responsavelmente os fundos que lhes adiantamos.
Lamentamos dizer que não.
Vocês dilapidaram esse dinheiro em armadas invencíveis, Terceiros Reichs e outras formas de extermínio mútuo. E acabaram ocupados pelas tropas da OTAN.
Vocês foram incapazes de acabar com o capital e deixar de depender das matérias-primas e da energia barata que arrancam do terceiro mundo.
Esse quadro deplorável corrobora a afirmação de Milton Friedmann, segundo o qual uma economia não pode depender de subsídios.
Por isso, meus senhores da Europa, eu, Guaicaipuro Cautémoc, sinto-me obrigado a cobrar o empréstimo que tão generosamente lhes concedemos há 500 anos e os juros.
É para seu próprio bem.
Não, não vamos cobrar de vocês as taxas de 20 a 30 por cento de juros que vocês impõem ao terceiro mundo.
Queremos apenas a devolução dos metais preciosos, mais 10 por cento sobre 500 anos.
Lamento dizer, mas a dívida européia para conosco, índios, pesa mais que o planeta terra!... e vejam que calculamos isso em ouro e prata. Não consideramos o sangue derramado de nossos ancestrais!
Sei que vocês não têm esse dinheiro, porque não souberam gerar riquezas com nosso generoso empréstimo.
Mas há sempre uma saída: entreguem-nos a Europa inteira, como primeira prestação de sua dívida histórica.”

05 setembro, 2006

Pidido de casamento

Parte I: A flor que existe em mim



Minha flor desabrochou
Quando no jardim encontrou
A mais bela das flores
Que me fez crescer
E perder o medo de ver
O mundo cheio de cores

Juntou seu perfume co’meu
E melhor presente me deu
O fruto do nosso amor
Uma flor tão pequena,
Bela como um poema
Que poeta sabe compor.



Parte II: O meu melhor cochilo



Agora vejam vocêis
O que é que o Deus feiz
Com esse bendito casal
Começaram fazendo filho
Mesmo sem ter milho
Pra fazer-lhe algum mingau.

Fizeram tudo pelos avesso
Trocou fim pelo começo
Nem se quer se protegeu
Cochilou por um momento
Largando a semente dentro
Viu, que o bucho cresceu

Agora não tem mais jeito
Já sou pai pra todo efeito
Só me resta aguardar
Ela já tem um mêis
e digo pra todos vocêis
que cansei de esperar.

Aproveitando a nossa festa
Com a parentesca aqui presente
Pergunto ao "presidente"
Sem querer ser convencido
– Deixa Patrícia casar comigo?!

Guigo F.G.
[esta foi a primeira tentativa de expressar meus sentimentos. Julho de 2002]
[Fotografias "retiradas" da internet]

26 agosto, 2006

Outra quinta-feira

Pipipipi, pipipipi, pipipipi. Insiste o despertador, cinco da matina. Levanto, é o começo de mais um dia, outra quinta-feira. Outra mesmo, porque teria diferentes atividades e não apenas a faculdade. Às 16:00 horas a professora tinha marcado aula no Solar do Unhão e às 20:00 horas Marcelo Reis, da Casa da Photographia, exporia suas fotografias no Centro Cultural da Caixa, rua Carlos Gomes. Ignorar um convite feito pelo próprio Reis para a solenidade de lançamento de sua exposição, era no mínimo insensato. Planejava sair da faculdade por volta das 11:00 horas, passar em casa, tomar um banho, almoçar e rumar à minha programação cultural.
Às 14:00 horas ainda me encontrava na faculdade finalizando um trabalho de outra matéria. Liguei para casa na esperança do carro estar disponível, do banho e do almoço. Indisponibilidade constatada. Teria que ir de ônibus, sem problemas, abdicar do banho e me contentar com um lanchinho. Saltei atrás do Mercado Modelo, iria caminhar pela Contorno até o Solar, entretanto resolvi procurar antes o Queiroz – um maravilhoso repentista e poeta popular que admiro sobremaneira, parceiro do menestrel Bule-Bule – na frente do Mercado, onde fica a banca. Apesar da humildade da barraca, ali estão expostos tesouros, verdadeiras expressões da cultura popular. Das xilografias que guardam em suas páginas a Literatura de Cordel aos cedês (CD’s) recheados de poesia, côcos, sambas rurais, entre outras preciosidades. Queiroz não estava me disse um gentil senhor, conhecido como o Imperador do Cordel. Após alguma conversa agradeci com entusiasmo e prometi voltar para levar um de seus cordéis.

No Solar, alguns colegas aguardavam ansiosos a professora. Esperamos. Resolvi ir até o píer, a fim de me aproximar do mar e do sol, cada vez mais próximo do horizonte. Esperamos. A luz estava bela e me fez lembrar um outro motivo para querer passar em casa antes, a minha câmera fotográfica. Não é todo dia que desfrutamos o pôr do Solar. Esperamos. Ligo para professora, quero ver o filme, ela não atende. Paciência, deve ter acontecido algum imprevisto. Decido, então, ver a exposição de Pierre Verger, no MAM. Mais saudades da câmera, menos também. Decidimos ir. Aproveito a companhia da turma e vou deixando o Solar do Unhão, não quero sair sozinho pois estava escurecendo. Nada da professora. Isso me entristeceu um pouco, mas fiquei feliz pelos presentes por ela enviados. O mar da baía com suas calmas águas iluminadas pela dourada luz de um sol sem pressa em se esconder, Verger e fotografias mentais, uma verdadeira aula de percepção, independência, maturidade e (auto)conhecimento.
Paramos, eu e mais três, num posto ao lado do Trapiche Adelaide. Abastecer é preciso e refrescar, necessário. O telefone toca, era a professora. Informo o local onde estávamos e ela vem ao nosso encontro. Explica-se, dar-nos satisfação sobre o incomum atraso. Compreendo. Nem precisava de explicação (eu não disse, é claro) já tinha me comprazido.

Estou na Carlos Gomes, escrevendo sobre meu dia, instantes antes de entrar no Centro Cultural da Caixa para contemplar a “Etnologia da Solidão”. Depois, solitário dentro de um ônibus, escondido na imponência desconcertada da metrópole, suas formas, singularmente retratadas por Reis em branco e preto, sigo pensando... a casa, o banho, o jantar, minhas meninas, a próxima aula de Alena.

Guigo F.G.

25 agosto, 2006

A verdadeira universidade

“A verdadeira universidade não se localiza num lugar específico. Não tem prioridades, não paga salários, não recebe taxas materiais. A verdadeira universidade é um estado de espírito. É a grande herança do pensamento racional que nos foi legada ao correr dos séculos e que não tem lugar específico para ficar. É um estado de espírito que se renova através dos séculos, graças a um grupo de pessoas que ostentam tradicionalmente o título de professor, título esse que, no fundo, também não faz pare da universidade. A verdadeira universidade é nada mais nada menos que o corpo contínuo da razão em si.
Além desse estado de espírito, a razão, existe uma entidade legal que, infelizmente, atende pelo mesmo nome, mas que é muito diferente. Esta é uma empresa sem fins lucrativos, uma filial do estado, com endereço específico. Possui propriedades, pode pagar salários, receber dinheiro [...]
Porém, esta segunda universidade, a empresa legal, não pode ensinar. Não pode gerar novos conhecimentos, nem avaliar idéias. Não é a verdadeira universidade. É apenas o prédio da igreja, o cenário, o local onde se criam as condições favoráveis para que a verdadeira Igreja exista.
As pessoas que não enxergam essa diferença ficam sempre confusas, pensando que controlar o prédio da igreja é o mesmo que controlar a Igreja. Eles vêem os professores como empregados da segunda universidade que deveriam deixar a razão de lado quando lhe fosse solicitado e obedecer ordens sem objeções. Exatamente como os empregados de outros tipos de empresa.
Enxergam a segunda universidade, não a primeira.”
[PIRSIG, Robert M. Zen e a arte da manutenção de motocicletas: uma investigação sobre valores]

23 agosto, 2006

Fonte velha, banheiro novo e educação zero

O banheiro da Fonte Nova, localizado no setor de arquibancada onde fica a torcida Fiel, não deixa a desejar a nenhum Shopping Center. Azulejado, bom mictório, vasos para sentar, descargas de última geração e quatro pias assentadas em uma peça de granito. Impressionou-me foi o fato de vir assistindo aos jogos nas cadeiras e o banheiro a elas anexado é igual ou pior a imagem que guardo das outras retretes do estádio. A julgar por elas e pela atual condição higiênica das arquibancadas e cadeiras, confesso que, seria muito mais prazeroso assistir aos lances dos jogos sentado no tal banheiro. Pena não ter visão do campo e que algumas pessoas não tenham suficiente educação para conservá-lo limpo. Na última quinta-feira, presenciei algumas pessoas urinando nas pias e vi vários “papéis de bunda“ jogados ao lado das latrinas. Estava lotado? Esperassem. Não tinham lixeiras? Dessem descarga. Depois não venham reclamando da imundice alheia.

Guigo F.G.
A TARDE Esporte Clube [Sábado, 26.08.2006]

17 agosto, 2006

A racionalidade está afogando os meus sentidos...

Conselho da Vida

Pru que num voa do ninho
Solitário passarinho
Pra pudê si libertá?
Bate as asas cum mais força
Pensano naquela moça
Qui prometeu lhi esperá.

Parece qui tá amarrado
Cum aqueles nó apertado
Mariêiro sabe dá
Ô é visgo de jaquêra
grudado na plumagêra
lh’impidino di vúa?

Solte todo o estalido
Seu canto será ouvido
ecoano pelo ar
e todo bicho da terra
seja na paz ô na guerra
vai querer ti admirar

Num disperdice os amô
Q’eu vida bela ti dô
Para lhi acumpanhá
Apruveite essas bença
Respeitano as diferença
Qui você cunsiguirá

Guigo F.G.

"Olhos"

Estou cego,
Vejo tudo branco.
É luz.
Luz?
Não pode ser,
Cegos não vêem a luz,
Ainda mais branca.
Se era para cegar,
deveria estar tudo escuro, sem luz, preto.
Estou perfeito,
falo, escuto, pego e cheiro
Meus olhos estão perfeitos,
Abrem, fecham, lacrimejam...
...mas não enxergam.
Perfeito? Perfeitos?
Faz alguns dias que
essa intensa luz cobriu meus olhos.
Não sou perfeito, descobri.
Aperfeiçoei-me!
Hoje eu recito palavras,
Ouço melodias,
toco texturas,
sinto aromas...
...estou pronto para
ter meus "olhos" de volta.

Guigo F.G.

25 julho, 2006

Olavo Bilac

Via Láctea

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?

"E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Castro Alves

Trecho do Poema "O Navio Negreiro"

"E existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?!...
Silêncio!... Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!..."

Zen...

"[...] A idéia de que a maior parte dos estudantes vai para a universidade só para se educar, sem pensar em notas e conceitos é uma mentira inocente, que a maioria das pessoas prefere não admitir. Uma vez na vida, outra na morte, aparecem alunos que pretendem adquirir conhecimentos, mas a rotina e a natureza mecânica da instituição logo os transformam em seres menos idealistas."
[PIRSIG, Robert M. Zen e a arte da manutenção de motocicletas: uma investigação sobre valores]

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21 julho, 2006

Lição do Cosmos

Vocês já pararam para pensar quanta coisa aconteceu desde o nascimento de Cristo, o ano zero?
Quantas guerras, conquistas, derrotas, descobertas, avanços, atrasos, invenções, revelações, pessoas, nações?
Parem e reflitam um pouco.

Pronto? Posso continuar?

Dois mil e seis anos, setecentos e trinta e dois mil seiscentos e noventa e um dias, dezessete milhões quinhentos e oitenta e quatro mil quinhentos e quarenta e quatro horas, sessenta e três bilhões trezentos e quatro milhões trezentos e cinqüenta mil e quatrocentos segundos.

Sim, mais de 63bilhões de segundos. Muito tempo não é?
Depende, isso é relativo como, aliás, tudo nesse mundo.

A estrela mais próxima de nós, excluindo-se o sol obviamente, está a cerca de 4.3anos-luz de distância, ou seja, algo próximo dos 40trilhões de quilômetros. Assustou?
Ela “pertence” a Constelação do Centauro, sendo apenas mais uma das mais de 100bilhões de estrelas existentes na Via Láctea. No universo existem mais galáxias do que estrelas na nossa galáxia. Apenas para ilustrar, a Galáxia de Andrômeda, nossa vizinha, possui o dobro do tamanho da Via Láctea. E agora?

Vocês devem estar pensando aonde eu quero chegar com tais elucubrações.
Simplesmente, e a palavra é esta mesmo, simplicidade, somos uma ínfima parte da teia cósmica, humildes passageiros de uma pequena nave, flutuando não se sabe pra onde.

Suportará o ego humano tamanha pequenez?
O nosso planeta aguentará tamanho descaso?

Fritjof Capra em um dos seus livros colocou uma citação de Ted Perry, inspirado em um Chefe Seattle, que dizia:

“Isto sabemos.
Todas as coisas estão ligadas
como o sangue
que une uma família...
Tudo o que acontece com a Terra,
acontece com os filhos e filhas da Terra.
O homem não tece a teia da vida;
ele é apenas um fio.
Tudo o que faz à teia,
ele faz a si mesmo.”

Ainda segundo Capra, a maioria dos humanos apresenta uma visão de mundo obsoleta inadequada para lidar com o nosso mundo. Uma mudança radical em nossas percepções de mundo, no nosso pensamento e nos nossos valores se faz necessária.

Estamos interligados, parte de um todo que deve ser preservado para que as futuras gerações possam desfrutá-lo.
Não podemos ser tão egoístas, mesquinhos, indiferentes, gananciosos, porque estaremos sendo para nós mesmos.
Uma flor, uma planta, um animal qualquer, uma pedra, uma célula, a matéria, energia e por aí vai. Tudo está conectado.
...devemos apreender esse novo paradigma, pensar o mundo dessa forma trará benefícios universais.


Guigo F.G.

18 julho, 2006

Irmão de Bule-Bule

Na Semana da Cultura de Camaçari, de 2005, creio eu, encontrei-me com o Grande Bule-Bule para assistir ao "Concerto de Elomar", outro Menestrel.
Ao final do Concerto (e você que diga que é show na frente do "Bode-Véi"), Bule me levou para falar com Elomar e eu fui, falei, abracei e pronto. Uma série de pessoas começou a falar com o cabra, quer dizer "Bode", e resolvi me afastar. Após fotos e mais fotos, Bule conseguiu sair e fomos seguindo. Novamente na rua, Bule pára para conversar com uma moça (muito doce ela, porém sou péssimo para guardar nomes). Na hora de me apresentar a ela, Bule fez referência ao meu distante parentesco com o Elomar:
- É primo de Elomar esse muleque!
Antes de quaisquer suposições, complementei:
- Até que pode ser primo mas é distante. E falando em distância, no que diz respeito ao contato pessoal, a proximidade, se você for comparar, o Bule é meu irmão enquanto ele... é um primo distante.
Bule-Bule deu uma risada gostosa, um abraço e continuamos andando.
Foto: Bule-Bule [ capturada na internet ]

Guigo F.G.